quarta-feira, 3 de setembro de 2014

AS FADAS DOS TROPÉIS E SEU BELO REINO

AS FADAS DOS TROPÉIS E SEU BELO REINO


Texto adaptado dos Estudos de Lilly Rose sobre Elementais, e de Ted Andrews, O Encanto do Mundo das Fadas, Editora Record.Imagem "Senhor dos Aneis" Fonte:www.google.com - Aragorn & Arwen (Atores Viggo Mortensen & Liv Tyler). Demais Imagens Fonte: Arquivos de Lilly Rose.


Muito antes do Ser Humano delimitar fronteiras na Terra, as Fadas e demais Seres Etéricos circulavam livremente pelo Mundo.
A Origem do termo "Fada" provavelmente tem suas raízes na palavra Latina "fatum", que significa Destino ou Fatalidade.
Uma clara alusão às Habilidades Etéricas em prever e interferir no Destino Humano.

No Passado, o contato entre Seres Etéricos e Humanos era facto comum. Mas as Fadas em especial, sempre possuíram uma Natureza volúvel, característica esta que hoje aliada à descrença do Homem em relação à existência dos Seres Etéricos, dificulta cada vez mais sua Visualização. Principalmente por Mortais extremamente Céticos, Racionais ou apegados por demais ao Materialismo Mundano.

A Crença no País ou Reino das Fadas é extremamente antiga, e remonta desde a Grécia de Outrora até chegar em seu Ápice, entre as Culturas Celtas e Escandinavas. Para estes Povos do Velho Mundo a existência do Pais das Fadas era facto notório, inquestionávelmente Concreto e Unânime entre os Seus.

Nas Antigas Grã-Bretanha e Irlanda as Fadas eram normalmente divididas de início em duas Categorias Básicas:

UMA FADA SELVAGEM SOLITÁRIA EM DEVANEIO AO LUAR


A- FADAS SELVAGENS: De Linhagem Inferior, ou menos Evoluídas na Hierarquia Etérica, eram Fadas extremamente arredias ao Contato Humano, e de Natureza indomável e solitária. Seu Habitat natural eram geralmente matas fechadas e de difícil acesso ao Homem.

UMA FADA DOS TROPÉIS A TOCAR SUAVE E MÁGICA MELODIA


B- FADAS DOS TROPÉIS: Diferentes das Fadas Selvagens, estas Fadas apreciavam conviver em alegres Grupos Etéricos. Sua Natureza era mais Evoluída espiritualmente que às das Fadas Selvagens. Eram consideradas a "Aristocracia" do País das Fadas. Dizia-se ainda que eram descendentes diretas dos Antigos Deuses.

Na Categoria das Fadas dos Tropéis estariam inclusas: as "Tuatha de Danaan", o Povo Consagrado da Deusa Celta "Dana", famosa por seus incontestáveis Poderes Mágicos e Destreza em toda a sorte de atividades.

Uma das Magias prediletas das Fadas dos Tropéis chamáva-se GLAMOUR. Ou a Habilidade que possuíam em fazer o Ser Humano visualizar somente o que elas desejassem; "Tudo", ou até mesmo "Nada", quando seu intento seria permanecerem invisíveis aos olhos Mortais.

Comparadas às Fadas Selvagens, cuja natureza era estritamente solitária, as Fadas dos Tropéis além de Belíssimas, apreciavam o contato com o Ser Humano.

AMOR SUPREMA MAGIA QUE UNE REINOS MORTAL E ETÉRICO


Portanto não é de estranhar-se que Antigos Relatos Bretãos atestem o "acasalamento" entre esta Categoria de Fadas (e outros Elementais como Elfas), com Homens do Reino Mortal. Mas o preço a ser pago para vivenciar tão grande Amor, era extremamente alto e arriscado para uma Fada ou Elfa...

Poderiam elas perder parcial ou totalmente sua Essência Etérica, a ponto desse facto levá-las à Morte. Contudo no momemto da União Plena entre Dois Mundos Distintos, nasceria para jamais fenecer, uma Energia provinda deste Mágico Amor, que expandiría-se à Natureza de forma tão bela e intensa, que perduraria Séculos e Séculos, mesmo após a morte das Apaixonadas Fadas ou Elfas.

Estudiosos de Elementais e também Teosofistas, afirmam que destas fantásticas Uniões entre Reinos Etérico e Mortal, teria surgido uma nova Linhagem de Seres Mágicos ( metade Humanos e metade Etéreos). Esta Linhagem sobreviveu ao longo do Tempo e encontraría-se ainda hoje ao nosso redor, sem que nos apercebêssemos de sua Presença...

Ainda segundo Estudiosos do Tema, para um Ser Humano visualizar esta Linhagem, ou mesmo uma Fada ou qualquer outro Ser do Reino Invisível, seria necessário além do Amor ao Próximo e Respeito à Mãe Natureza, outras três Virtudes, cada vez mais raras no Homem Moderno : 

HUMILDADE, GENEROSIDADE E SINCERIDADE.

Aromas de Rosas...

Lilly Rose

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

AS MÁGICAS E MISTERIOSAS TRILHAS CELTAS

AS MÁGICAS E MISTERIOSAS TRILHAS CELTAS

Texto de Lilly Rose. Adaptado de Pesquisas de Lilly Rose e Andy Baggott, Rituais Celtas, Editora Madras. Imagem 1 Fonte: www.intute.ac.uk - Imagens 2 e 3 Fontes: www.google.com - Imagem 4 Fonte: www.remosworld.net


AS MÁGICAS E MISTERIOSAS TRILHAS CELTAS

Quando nos deparamos com o Estudo de Antigas e Sábias Civilizações como os Celtas, de início ficamos a imaginar; que fascinantes, pacíficas e mágicas Vidas possuíam aquelas pessoas...

Sim, não restam dúvidas de que Civilização e Cultura Celtas deixaram-nos um Legado fantástico, rico em Tradições, Conhecimento e Reverência à Natureza.

Contudo ao nos aprofundarmos um pouco mais em tais Legados, descobriremos que "ser um Celta Vivo", era verdadeira e invejável proeza. Já "ser um Celta Morto" era tarefa bem mais fácil, e por vezes não muito digna de ser lembrada.

Pois os Celtas, priorizavam além do Respeito à Natureza, também a Coragem e a Honradez. Logo era bem melhor ao "Falecido" ter sido em Vida Honesto, Honrado e Destemido. E com uma História digna de ser contada a seus Descendentes. Caso contrário, tornaría-se exemplo de vergonha e covardia para sua Família e futuras Gerações.

GUERREIROS CELTAS - AMOR À NATUREZA, CORAGEM E HONRADEZ


E o que dizer então das viagens constantes, que necessitavam fazer os Celtas ? Eis aí outra grande aventura de Coragem e Sobrevivência.
Aqueles ( 1.800 Anos A.C aproximadamente ) eram tempos difíceis. Quando um Celta partia em viagem já sabia que inevitável seria, ter de embrenhar-se em trilhas meio a matas fechadas para chegar ao seu Destino.

Estas matas cobriam praticamente toda a Antiga Bretanha. E muitos Caminhos levavam o viajante incauto à tribos inimigas, tocas de Animais ferozes ou Portais para o Mundo Etérico, de onde dificilmente podería-se retornar...

Portanto ao decidir-se por uma viagem, um Celta deveria saber exatamente sua rota e como evitar os prováveis perigos de seu percurso.

Celtas não possuíam mapas ou bússolas, mas tinham algo muito melhor, e de causar inveja ao Homem Moderno. Para orientar um Viajante, os Celtas valiam-se dos "Fili".

"Fili" integravam uma Ordem singular dentro da Classe dos Sacerdotes Celtas, os Druídas. Os "Fili" eram Homens considerados verdadeiros " Atlas Caminhantes ".

UM JOVEM FILIDH AGUARDANDO ALEGREMENTE UM VIAJANTE


Eram eles desde a mais tenra idade, escolhidos para um Disciplinado Treinamento de Memória. Uma vez encerrado tal Aprendizado um "Filidh" ( singular de Fili ), galgaria mais 12 Anos de estudo a fim de memorizar 250 Histórias primárias e 100 secundárias. Tais Histórias, ofereciam ao Viajante 350 Mapas precisos de diversas regiões Bretãs, detalhando nelas trilhas com pontos estratégicos para uma rota segura.
Tais como marcos populares da época, perigos conhecidos, locais para repouso, todos perfeitamente anotados na memória do "Filidh".

Muitas das trilhas Celtas eram chamadas de "Caminhos ou Trilhas do Dragão" ou "da Serpente", pois estavam ligadas diretamente à Matriz Energética da Terra. Alguns destes Caminhos eram considerados Locais Sagrados como Glastonbury, Ridgeway que culminava em Avebury.

Mas mesmo com as sábias orientações dos "Fili", o Viajante Celta não estaria livre de todos os perigos que espreitavam sua rota.

OS BELOS, SEDUTORES E PERIGOSOS CAMINHOS ENCANTADOS


Cruzando as Trilhas do Dragão haviam outros Caminhos conhecidos como "Os Caminhos Encantados". Estes Caminhos eram habitados por Seres Etéricos (principalmente Fadas, Elfos, Duendes, Gnomos e Ondinas). E diferentemente das Rotas do Dragão, eram trilhas difícéis de serem identificadas.

Os "Caminhos Encantados" levavam facilmente um Viajante cansado a extenuar-se por completo, seguindo por exemplo uma Bela Fada. Ou ainda, perdería-se definitivamente ao deparar-se de súbito com a "Bruma ou Névoa Encantada", que o levaria para todo sempre ao Reino Etérico...

As chances de tais infortúnios ocorrerem, tornavam-se cada vez maiores se o Viajante não demonstrasse respeito aos Seres Etéricos e à Natureza. Então era sempre prudente ao adentrar em Terras Mágicas, o Viajante deixar de bom grado enquanto seguisse seu rumo, alguma oferenda ao Mundo Encantado. Como pequenos Cristais para Fadas e Gnomos, Flores para Elfos e Ondinas, ou Alimentos e objetos coloridos para Duendes.

Assim garantía-se a segurança na travessia pelos "Caminhos Encantados" e deles sairía-se ileso, retomando seu rumo pelas Confiáveis "Trilhas do Dragão".

Todas estas Histórias devem ser hoje encaradas por nós como Sábias Parábolas, que nos mostram e ensinam claramente a necessidade e importância de respeitarmos e preservarmos nossa Divina Mãe-Terra.


Aromas de Rosas...

Lilly Rose

SAILLE, UMA DAS ÁRVORES MÁGICAS CELTAS

SAILLE, UMA DAS ÁRVORES MÁGICAS CELTAS
Texto de Lilly Rose. Adaptado de Andy Baggott, Rituais Celtas, Editora Madras e de Gerina Dunwich, O Livro das Ervas, Magias e
Sonhos, Bertrand Brasil Editora. Imagens Fonte : Arquivos de Lilly Rose.


Saille (da Linguagem Celta Druídica de nome OGAM) ou Salgueiro, era para os Antigos Celtas uma Árvore não apenas considerada Mágica,como também Abençoada e Sagrada a todos os Magos, Videntes e Poetas de seu Tempo.

Por estar associado à Primavera e à Artes de Cura, o Salgueiro estava sempre presente nos Festivais da Deusa da Cura e Proteção dos Poços Sagrados, a Bela Deusa Brighid.

Saille apreciando desenvolver-se em lugares com Água, logo a este Elemento de Purificação foi associado, principalmente para finalidades de Cura e Rituais Mágicos relacionados à Lua.

Varinhas de Condão geralmente eram confeccionadas por diversos tipos de Madeira. Mas aquelas feitas a partir de Saille, eram consideradas extremamente poderosas e especiais. Para tanto, seus ramos eram cortados somente em noites de Lua Cheia, a fim de serem usados nos inúmeros Cerimoniais Lunares Célticos.

BRIGHID - DEUSA DA CURA E PROTEÇÃO DOS POÇOS SAGRADOS


Druídas e Profetizas também possuíam singular predileção pelos Ramos do Salgueiro.
Os utilizavam na produção de Talismãs de Proteção Pessoal e em Rituais Divinatórios que necessitassem do Elemento Água.

Dizía-se ainda, que a casca desta Mágica Árvore resultava em um excelente Chá para aliviar febres de diversas enfermidades, problemas de pele e bucais bem como para a lavagem externa de ferimentos, inchaços e queimaduras.

Por todas estas características e propriedades, o Salgueiro ainda hoje é reverenciado pelos Seguidores dos Costumes Célticos como uma das Árvores Mágicas mais Tradicionais da Antiga Religião.


Aromas de Saille...

Lilly Rose

sábado, 30 de agosto de 2014

A ÁRVORE ZODIACAL CELTA OU SEU BOSQUE MÁGICO

A ÁRVORE ZODIACAL CELTA OU SEU BOSQUE MÁGICO
Texto de Lilly Rose. Adaptado de Montse Osuna, "O Livro Secreto da Magia Celta", Editora Universo dos Livros e Eddie Van Feu - Sonhos, Futuro e Magia, "A Árvore da Sua Vida" - Editora Modus. Imagem Fonte: www.renderosity.com

Os Antigos Celtas possuíam sua Versão Astrológica de Correspondências Zodiacais extremanente naturais e eficientes. Estas revelavam características de uma personalidade, que através de Rituais e Magias Druídicas, poderiam aprimorar o caráter, proteger e prever acontecimentos futuros.

O Nome Simbólico "Bosque Mágico"fôra adotado pela Ordem dos Sumos Sacerdotes Celtas, os Druidas e Druidisas. Cada Sacerdote de acordo com o Zodíaco Celta, associaria as características de uma Pessoa (por sua Data Natalícia), à uma Árvore Mágica.

Esta associação uma vez identificada e analisada formaria um verdadeiro Bosque Virtual de Magia, cujas vibrações interagiriam benéficamente com o Bosque Real, criado pela Grande Mãe Natureza.

Para os Celtas comuns a Árvore Zodiacal, não lhes apresentava grande influência, ou relevância em suas Vidas. Era comum inclusive, boa parte dos Aldeões ignorar até mesmo sua Árvore Zodiacal correspondente.

Já para os Membros Druídicos (em especial àqueles que dedicavam realmente suas Vidas à Alta Magia), conhecer sua própria Árvore Zodiacal era considerado não apenas um exercício necessário mas acima de tudo fator Essencial p/seu Aprimoramento Espiritual, e Evolução na Prática da Magia.

De acordo c/nosso Atual Calendário poderemos facilmente conhecer nossa Árvore Zodiacal Celta, correspondente à nossa personalidade. Para tanto basta sabermos qual Árvore rege nossa Data de Nascimento.

"NOSSA ÁRVORE ZODIACAL CELTA E NOSSA DATA NATALÍCIA"

1- BÉTULA: 24 de Dezembro a 20 de Janeiro.

2- SORVEIRA: 21 de Janeiro a 17 de Fevereiro.

3- FREIXO: 18 de Fevereiro a 17 de Março.

4- NOGUEIRA: 18 de Março a 14 de Abril.

5- SALGUEIRO: 15 de Abril a 12 de Maio.

6- ESPINHEIRO: 13 de Maio a 09 de Junho.

7- CARVALHO: 10 de Junho a 07 de Julho.

8- AZEVINHO: 08 de Julho a 04 de Agosto.

9- CASTANHEIRO: 05 de Agosto à 01 de Setembro.

10- VIDEIRA: 02 de Setembro a 29 de Setembro.

11- FAIA: 30 de Setembro a 27 de Outubro.

12- AZINHEIRA: 28 de Outubro a 24 de Novembro

13- SABUGUEIRO: 25 de Novembro a 23 de Dezembro.

Aromas de Lavanda...

Lilly Rose

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

MAGIA E PODERES DAS 13 LUAS CHEIAS DRUIDAS

MAGIA E PODERES DAS 13 LUAS CHEIAS DRUIDAS

Texto de Lilly Rose. Inspirado e Adaptado de Sirona Knight, Explorando o Druidismo Celta, 
Editora Madras.
Imagens Fonte: www.ultrad.com.br e www.glimboo.com


Temos sempre uma grande oportunidade de canalizarmos Boas Energias quando aproxima-se uma Fase de Lua Cheia. Portanto nada mais adequado do que conhecermos um pouco sobre o Poder das Treze Luas Cheias Druidas.

Desde os mais remotos tempos junto ao Sol, a Lua sempre exerceu um fascínio inigualável para o Homem.

A Ciência comprova que em torno de 70% do Corpo Humano é formado por Água.
Mesmo assim alguns Cientistas ainda discordam da informação a seguir: a Lua afeta todo e qualquer fluxo de Água sobre a Terra.


Consequentemente afeta nossos Corpos e de demais Seres Vivos.
Ou seja, Seres onde a Água é parte predominante de sua Constituição Corporal.

No Esoterismo isto é fato comprovado e inquestionável. E neste contexto existe um momento de Poder extraordinário p/visualizarmos e usufruirmos dos Encantos e Magias da Lua.

Este momento constitui-se nos Três Estágios da Lua, ligados diretamente à figura Tríplice da Grande Deusa Mãe, da Antiga Religião.

PRIMEIRO - Estágio da Dama: Este representa a Lua Nova. Ou a Adolescente, a Virgem. Um Ser puro e gracioso, cheio de curiosidade, esperanças e desejos.

SEGUNDO - Estágio da Mãe: Personifica a exuberância da Lua Cheia. É a Senhora Divina em todo seu Esplendor.

TERCEIRO - Estágio da Feiticeira: Representaria o Lado Escuro da Lua, com seus Enigmas e Mistérios. A Anciã, aquela que muito viveu e aprendeu. Poderosa e Sábia, detentora de todo o Conhecimento.


Através de um bom Calendário ou de uma *Efemérides Simples, poderemos identificar com precisão o tempo exato da Lua Alta ou Cheia(Boas Lojas Esotéricas são uma excelente opção para adquirirmos tais Calendários).

Neste Momento a Lua está em sua maior Força, atraindo naturalmente Fortes Energias. Tais Energias podem ser canalizadas de forma Positiva para Pedidos, Encantamentos e Rituais.

Costuma-se celebrar a Lua Cheia por esta e outras razões dentro do Esoterismo.
O ideal é fazê-lo na noite mais próxima da Lua Cheia de fato, ou enquanto ela está tornando-se Cheia.

Então Aproveitemos esta Ocasião Mágica p/pedidos de Paz, Amorosidade, Saúde e Prosperidade!

E o façamos não apenas p/nós, mas também para toda a Mãe Terra e seus Amados Filhos. E principalmente p/a Harmonia e Equilíbrio do Cosmos.

Na Tradição **Druída Gwyddônica, existem 13 Luas Cheias. Segue-se a sequência de seus Nomes a partir da primeira Lua Cheia, logo após o ***Solstício de Inverno.

1- Lobo 2 - Tempestade 3- Castidade 4- Semente 5- Lebre 6- Díade 7- Campina

8- Mosto de Ceveja 9- Cevada 10- Vinho 11- Sangue 12- Neve 13- Carvalho.


Fantasia

NOTA DA FADINHA:

* EFEMÉRIDES: Tabelas que nos mostram o movimento dos Corpos Celestes (como por exemplo movimentos da Lua e do Sol, entre outros dados Astronômicos)

** TRADIÇÃO DRUIDA GWYDDÔNICA: Caminho Religioso e Filosófico com raízes na Antiga Religião Celta. Nos orienta no aperfeiçoamento de nosso "Eu Interior", tomando por base o Conceito de Unidade Divina. Assim melhoramos e prosperamos nossa qualidade de Vida.

*** SOLSTÍCIO: Intervalo de tempo entre o Verão e o Inverno. Quando o Sol está em sua maior distância do Equador Celeste.
Nos Fundamentos da Antiga Religião ambos os Solstícios, de Verão e Inverno são considerados Dias de Grande Poder e Energia.


Aromas de Rosas...

Lilly Rose

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

TERRA DAS FADAS - BERÇO MÁGICO DE ARTHUR, EXCALIBUR E LANCELOT


Texto de Lilly Rose. Adaptado dos Estudos de Lilly Rose e de: H. Gerenstadt, "Avalon e o Graal", Editora Madras, Adriana Zierer & Orlando Paes Filho, "Artur" - Universo Angus, Editora Planeta. Imagem 1 Fonte: www.flickr.com ( Ator Nigel Terry como Rei Arthur no Filme Excalibur, 1981). Imagem 2 Fonte: www.glimboo.com ( Fadas a Caminho da Terra das Maças ou Avalon). Video "Nigel Terry The Real King Arthur" Autora Lilly Rose.

TERRA DAS FADAS - BERÇO MÁGICO DE ARTHUR, EXCALIBUR E LANCELOT

Vindas diretamente da Terra das Fadas ou Ilha das Maçãs, chegavam aos Celtas as façanhas de um Bravo Guerreiro e seus destemidos Cavaleiros. O Nome deste Guerreiro Celta: Arthur Pendragon.

Suas proezas tornaram-se conhecidas pelo povo que as relatava oralmente de pais p/filhos. E teriam sido associadas inicialmente a uma antiga lenda anônima, de Título "KULWCH & OLWEN" que remontaria aos meados do Século VII(?).

Tão belas e prodigiosas Histórias foram transcritas somente por volta do Século XII no Continente Europeu. A esta altura o Mito e o Homem já eram um só, assim como todo o fascínio que envolve até os dias atuais a simples menção do nome "Rei Arthur".

De acordo c/as mais antigas Tradições Celtas Arthur teria nascido na chamada Ilha das Maçãs, também conhecida por diversos outros nomes tais como: Avalon, Emain Ablach, País do Sol, Caer Sidd, Terra das Fadas, Terra da Imortalidade e Terra dos Mortos.

Variadas eram também as versões das Lendas Athurianas entre os Celtas. Mas em todas elas uma temática era constante e inquestionável: A Mágica relação entre o Herói e o Mundo Invisível, representada pelos Deuses da época ou Forças Sobrenaturais.

Terra das Maçãs no Mundo Céltico era a Morada por excelência do Deus Sol ou Lugh.
Este seria o Paraíso deste sábio Povo, podendo ainda ser chamado pelo nome de "Caer Sidd".

Também na Terra das Maçãs ou Terra das Fadas teria sido forjada( para garantir seu poder de invencibilidade sobrenatural), uma espada digna de um verdadeiro Rei, "Excalibur" ou "Caladffwlch", que significa "Duro Corte".

Reino Místico e Fascinante, Avalon teria sido também o berço de Sir Lancelot du Lac. Belo e Bravo Guerreiro, nascido e criado por Fadas, virtuoso e corajoso, com força física inigualável; frutos de sua Pureza Ímpar.

Tão perfeito Cavaleiro supostamente teria nascido da união da Bela Fada Vivianne ou Dama do Lago, com um dos maiores Magos daqueles tempos Merlim, ou em Galês Myrddin.

Os Celtas tinham orgulho de suas origens e de seus Bravos Antepassados como Arthur. Para eles então Avalon seria seu Éden, a Terra dos Mortos ou da Eterna Juventude.
Esta fantástica Ilha envolvida por Mágicas Brumas, era governada por Morgana ou Morgaine, irmã de Arthur juntamente com suas outras nove Irmãs. Todas elas eram detentoras de vários Poderes e Dons, dentre eles o da Imortalidade.

FADAS A CAMINHO DA TERRA DAS MAÇÃS OU AVALON


Avalon era conhecida como a Terra das Maçãs, pois lendas Célticas afirmavam que em tal mágico lugar o Fluxo da Energia Universal estaria em pleno e absoluto equilíbrio.
Razão esta pela qual nesta Paradisíaca Ilha não era necessário trabalhar pois jamais nela faltariam alimentos...

Segundo o Clérico Galês Geoffrey de Monmouthm (que escreveu uma clássica narrativa Arthuriana, "História dos Reis da Bretanha" entre 1135 a 1138), a Terra das Fadas ou das Maçãs era tão abundantemente farta, que em vez de grama o chão era sempre coberto por frutos.

Neste deslumbrante Paraíso eternamente jorrava-se, por toda a parte, deliciosos e adocicados vinhos. E aqueles que ali habitavam desconheciam por completo o Envelhecimento e Doenças.

Diziam ainda as Lendas sobre a Terra das Maçâs, que nela existiria um Mágico Caldeirão, responsável pela infindável abundância existente na Terra das Fadas ou Avalon.

Sobre os momentos finais do Nobre Rei Bretão as lendas Célticas também foram prolíferas...

Algumas afirmam que após sua última batalha em Camlan contra Mordred, Arthur teria partido junto à sua amada Irmã Morgana p/Avalon curar seus ferimentos para nunca mais voltar ao Reino dos Homens.

Outras lendas datadas do mesmo período(?) asseguram que o Grande Rei de Camelot, teria entrado mágicamente em sono profundo, e assim permaneceria até o dia em que o Reino Mortal estivesse finalmente preparado para compreendê-lo e recebê-lo novamente...

VIDEO "NIGEL TERRY - THE REAL KING ARTHUR", Autora Lilly Rose ou SpyGrunge 1968. Layout de Abertura e Créditos de Produção: Lilly Rose ou SpyGrunge 1968


VIDEO "NIGEL TERRY - THE REAL KING ARTHUR"

video

Queridos Elfos e Fadas vamos conhecer o ator protagonista de um dos melhores filmes sobre Rei Arthur. Seu nome é Nigel Terry, o filme chama-se "Excalibur", lançado em 1981.

Este Ator pode ser desconhecido para alguns Elfos e Fadas. Mas não p/mim, que nos Anos 80 entrava na Adolescência. Ao vê-lo no Filme "Excalibur" do Diretor John Boorman (1981), nunca mais conheci alguém tão similar as descrições do nobre Rei Bretão Arthur.

Óbvio que o Filme demorou uns 3 anos p/chegar ao Brasil. Mas desde miúda já amava as Lendas Arthurianas. E Nigel Terry em meu coração, continua imbatível no Papel de Rei Arthur.

Hoje ele como bom Leonino que é, não pára !! Atua nos Cinemas e c/ maior afinco nos Palcos Teatrais, sua grande paixão. E Lindo, Majestoso como Um Verdadeiro Rei !!


Aromas de Rosas...
Lilly Rose

AS MULHERES CELTAS E SEU MOMENTO SAGRADO - DERGFLAITH



Texto de Lilly Rose. Inspirado e Adaptado de Andy Baggott, "Rituais Celtas", Editora Madras. Imagem Fonte: www.magickalgraphics.com


AS MULHERES CELTAS E SEU MOMENTO SAGRADO - DERGFLAITH


Para a Antiga Sociedade Celta, Homens e Mulheres eram considerados iguais. O Sagrado Feminino representado pela Grande Deusa Mãe, trazia este Mágico e Natural Equilíbrio.
Nas Tribos, Homens e Mulheres eram respeitados entre si. Pois reconhecendo as potencialidades e limitações de cada sexo, as pessoas aprendiam a conviver melhor umas com as outras, beneficiando a própria Tribo.

As atividades eram igualmente distribuidas e nunca haviam pessoas demais a exercer o mesmo ofício . Ou pessoas de menos em qualquer outra tarefa, porque equiparando suas atividades, cada Tribo encontraria naturalmente seu equilíbro interno.

Somente em um único momento as Mulheres afastavam-se de sua Tribo. Era a ocasião da "Soberania Vermelha" ou "DERGFLAITH", ou seja, o Período Lunar ou Menstrual. Um Período considerado pelos Celtas, Sagrado. Nele as Mulheres eram vistas como Seres Abençoados, Purificadores e Santificados.

Naqueles tempos como todos viviam próximos à Natureza, tinham uma dieta alimentar saudável. Comendo e vivendo então em Harmonia, as Mulheres estavam intrinsecamente ligadas às Fases Lunares. Logo era natural ovularem e menstruarem, todas ao mesmo tempo.

Para os Celtas quando uma Mulher menstruava, toda a energia descendente de seu sangue, a conectaria c/ a terra tal qual uma âncora. Tal ancoragem lhe permitiria conhecer os mais elevados domínios Espirituais da Sabedoria, não acessíveis aos Homens.

Durante o "DERGFLAITH" as Mulheres de uma Tribo dirigiam-se a Bosques ou à Fontes Sagradas. Ali construíam uma cabana confortável onde poderiam reunir-se , compartilhar pensamentos, e buscar soluções para problemas de sua Tribo.

Hoje em nossa Sociedade as Mulheres trabalham tanto ou mais que os Homens, sangrando ou não. E o Período Menstrual (pricipalmente no Ocidente), é visto como um estado inoportuno, incômodo, que desperta diversas demosntraçãos emocionais conhecidas pelo nome de T.P.M, "Tensão Pré Menstrual"


Tanto Homens como Mulheres consideram a T.P.M um momento desagradável. Muitas chegam a tomar comprimidos específicos, somente para não menstruarem porque não querem sentir cólicas, desconforto, etc...

Ou seja, a própria Mulher vem desligando-se de sua Natureza Mágica com a Abençaoda Mãe Terra. O desconforto gerado neste período decorre normalmente de uma alimentação excessivamente industrializada e do stress, ao qual a Mulher acaba por absorver deconcetando-a de sua Essência Natural.

As Mulheres precisam resgatar seu Poder e Santidade do "DERGFLAITH", e reaprender a respeitar seu Corpo. O Corpo Feminino deve ser para a Mulher seu Templo, portanto tratado como tal.
Para isso alimentos naturais em maior quantidade, muita água, evitar álcool e fumo já serão um ótimo início.

Quanto aos Homens, já está mais do que na hora de aprenderem a respeitar esta Abençaoda condição concedida pelo Divino às Mulheres. Mesmo que suas Parceiras não tenham consciência disso, o Homem perspicaz ajudará sua Companheira nesta reconexão Santificada. Ao invés de simplesmente ignorá-la ou desrespeitá-la.

Pois quando o Homem desrespeita a Mulher está a desrespeitar a si próprio, uma vez que a Natureza Divina do Homem e da Mulher é uma só.



Aromas de Rosas...

Lilly Rose